Por André Luis Mansur
O ano de 1950 seria marcado pela derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo realizada no Brasil e pelas eleições, inclusive a presidencial, que levaria Getúlio Vargas de volta ao poder. Mas o mês de fevereiro, bem distante ainda dessas datas, tinha como principal atração o Carnaval. E em Campo Grande ele foi organizado por figuras importantes do bairro, como Manoel Caldeira de Alvarenga, Modesto Rodrigues, Valter Arruda, Ari Costa e Francisco Peixoto.
Um dos destaques do Carnaval daquele ano foi o desfile das Escolas de Samba, Ranchos e Blocos. “A vitoriosa deste ano foi a ´caçula´ do Sertão Carioca, a Escola de Samba Império de Campo Grande, cabendo o segundo lugar às Escolas Baianinhas Brasileiras e Unidos de Campo Grande, enquanto em terceiro veio a Unidos de Kosmos” (A Manhã, 23/2/1950). No desfile de ranchos, a vitória foi do “Índios do Brasil” e no de blocos quem ganhou o título foi o “Daqui não saio”.
Na segunda-feira de Carnaval, dia 20, o destaque foi a presença do Rei Momo no Clube dos Aliados, mesmo com a forte chuva que caiu naquele dia. O clube, aliás, foi mais uma vez um dos pontos fortes do carnaval do bairro, ainda em sua antiga sede, na Rua Viúva Dantas. “Deslumbrante foi o Carnaval em Campo Grande, com os quatro magníficos bailes apresentados pelo Clube dos Aliados, o ´Palácio Encantado´ da Capital do Sertão Carioca, que apresentou uma das melhores ornamentações dos clubes da cidade, a cargo do artista Amir Miguel (…)”(A Manhã, 23/2/1950).